Um destes dias, numa igreja evangélica, um jovem veio ter comigo, no final de uma reunião, pedindo-me se poderia falar comigo. Disse-lhe que sim e, isolando-nos um pouco, ele avançou com a sua preocupação.
Tinha conhecido, na escola, uma rapariga por quem começou a sentir alguma simpatia e com quem começou a estudar e a dar alguns passeios. A relação de amizade entre ele e a tal rapariga ia avançando quando, de repente, ela lhe confidenciou que, embora gostasse de o ter como amigo, era lésbica, gostava de outras raparigas. O rapaz, sem esconder a sua frustração com tal descoberta, estava agora preocupado com outra questão. A referida rapariga falou-lhe de outros jovens (rapazes e raparigas) que andavam na mesma escola e que, também eles, eram homossexuais. Por isso o tal jovem (baptizado, membro de uma igreja evangélica) questionava-me se deveria sentir-se “incomodado” com aquela revelação a ponto de deixar de manter a mesma amizade por aquela rapariga e, por arrastamento, com os seus amigos possuidores das mesmas tendências sexuais.
Ao falar com aquele rapaz não pude deixar de pensar no que se passa dentro da maioria das igrejas evangélicas. Este é apenas um dos muitos problemas com os quais, mais cedo ou mais tarde, teremos de nos confrontar mas, apesar de pressentirmos isto mesmo, parece que nos sabe melhor praticarmos “a política do avestruz” continuando a agir como se os problemas não fossem uma realidade.
Mas aquele rapaz ali estava, olhando-me fixamente, esperando de mim (um pregador) uma resposta que obviamente lhe dei.
Recentemente, num acampamento de jovens e quando tinha terminado de dar uma mensagem evangelística, um rapaz veio ter comigo pedindo-me se podia falar comigo. Disse-lhe que sim e, afastados dos restantes jovens, ele foi-me confidenciando a sua situação: Era crente, membro de uma igreja mas, desde há bastante tempo, vinha lutando com um problema de homossexualidade. Rapidamente as lágrimas brotaram dos olhos daquele rapaz que me dizia, soluçando: “Não imagina Zé Carlos o esforço que tenho feito para ignorar a minha tendência sexual que odeio mas que persiste em mim. Tenho orado e jejuado sobre o assunto mas parece que Deus não me ouve…”. Depois de o tentar acalmar e de lhe garantir que a sua revelação era uma manifestação de grande coragem; que o admirava por causa disso e que, acontecesse o que acontecesse, ele sempre iria poder contar com o meu amor cristão e a minha amizade ele perguntou-me, ainda por entre lágrimas: “Se Deus é contra a homossexualidade porque é que não me liberta dela?”
Nesse mesmo acampamento, durante um debate em que os jovens me bombardearam com perguntas, uma menina (descrente) questionou-me sobre o facto de se ter cada vez mais conhecimento de casos em que seres humanos nascem hermafroditas (com os dois sexos) e aquela jovem queria saber se o possuidor de ambos os sexos deve optar apenas por um ou pode utilizar ambos. Caso deva optar apenas por um, a jovem perguntava também, se a pessoa tem liberdade para fazer a escolha...
Perante estes três problemas agora é a minha vez de lançar o repto à comunidade evangélica: Sem os tradicionais “sermõezinhos”, que muitas vezes mais não são do que uma tentativa da nossa parte para fugir ao problema, digam-me o que se poderá e deverá responder a questões como estas? Mais do que isto; o que acham que responderia Jesus?
José Carlos Oliveira
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2009-11-24 11:36:27 |SAdministrator| Mário Pinho - Pequena achega
Gostaria de indicar alguns factos para esta discussão.
Segundo notícia de 20 de Setembro,
nascem 20 hermafroditas por ano em Portugal'> nascem 20 hermafroditas por ano em Portugal.
O facto de os médicos determinarem à nascença qual o sexo mais vincado e operarem no sentido de corrigir ou rectificar a genitália para um sexo apenas não é de todo descabido.
Basta procurar nos fóruns em que transsexuais dão testemunho da sua experiência de mudança de sexo, para perceber que o resultado de uma mudança de sexo na adolescência ou vida adulta tem um sofrimento físico brutal.
Na nossa sociedade mais e mais se considera normal que uma pessoa tome consciência e decida qual o seu sexo independentemente do seu corpo.
Isso vem enfraquecer o suporte para a prática de determinação do sexo à nascença de um hermafrodita. (Deve ser dito que isso nem sempre é possível ou fácil sequer)
Não se pense é que pelo facto de intervir mais tarde isso não vai acarretar muito sofrimento físico e não só.
Quem assume o ónus da decisão? Essa é sem duvida uma questão difícil.
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2009-11-23 23:04:23 |Manager| José Carlos Oliveira
De facto os jovens da Igreja Evangélica de Leça da Palmeira debateram estes três assuntos e concluíram (resumidamente) que, no primeiro caso, o jovem deve manter o contacto com os seus amigos (apesar das suas orientações sexuais) e, com sabedoria, mostrar qual a posição de Bíblia (e a dele) em relação ao assunto. Como Deus devemos condenar a prática mas mostrar que Deus ama os que estão a praticar o que Ele condena.
NO segundo caso (mais complicado) não é necessário mostrar ao jovem o que a Bíblia diz (ele sabe) mas explicar-lhe o porquê de, apesar de ele tanto orar e até jejuar, continuar a sentir aquela atracção. A queda no Éden originou vários transtornos e esse é um deles. Paulo tinha um espinho na carne (ninguém sabe o que era) e pediu por três vezes a Deus que lhe tirasse esse espinho mas Deus não o fez e disse-lhe; "a minha graça te basta visto que o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Paulo concluiu, depois disso, que é forte quando está fraco, porque o seu espinho na carne lhe lembra sempre como ele necessita de depender da força de Deus. Foi dito pelos jovens que certas pessoas têm de aprender a viver com as suas tendências (nalguns casos para mentir, para roubar ou para gostar de pessoas do mesmo sexo) o importante é não cair na tentação e, caso aconteça, lembra que se confessarmos os nossos pecados Deus é fiel e justo para nos perdoar e purificar de TODA a injustiça.
Em relação ao terceiro problema é um facto que os hermafroditas existem e, por causa da poluição, sabe-se que animais e plantas tem sofrido metamorfoses tornando-se hermafroditas, apesar de o não serem no início. Como a homossexualidade este é um problema que resulta da queda no Éden. Os especialistas defendem agora que, ao contrário do que acontecia no passado em que as crianças eram operadas e eram os pais e médicos que escolhiam o sexo que deveria vigorar, sempre que possível deve deixar-se que o indivíduo cresça até poder concluir qual o sexo que no exterior se identifique com o interior para que não tenhamos depois homens a dizer "tenho um corpo de homem mas por dentro sinto-me mulher ou vice versa.
Devem ser auscultados os especialistas e deve ter-se em conta o sentir do próprio indivíduo.
Eis em resumo (muito resumido) as conclusões a que foi possível chegar-se
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2009-11-14 16:06:04 |92.250.81.xxx| Roberto
Deus aprova as relações sexuais entre um homem e sua esposa legítima (de acordo com a lei de Deus). Todas as outras relações sexuais sejam homossexuais ou heterossexuais são sempre e absolutamente proibidas (Hebreus 13:4). Não nos cabe procurar desculpas para justificar o pecado. É nossa responsa-bilidade buscar o meio de vencer a tentação (1 Coríntios 10:13; Tiago 4:7-10).
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2009-11-14 17:26:49 |Manager| José Carlos Oliveira
Obrigado Roberto pelo seu comentário. Ainda que parco (não responde à maioria das questões) sempre é melhor do que nada. Um abraço
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2009-11-23 22:16:18 |Manager| José Carlos Oliveira
É incrível. Este artigo teve, até ao momento, mais de 320 visitas mas apenas um comentário. Compreende-se; os temas não são de fácil trato.
Se o artigo abordasse temas como; “As senhoras devem ou não cobrir a cabeça na igreja; devem ou não ter cuidado com as roupas “pouco femininas”; podem ou não orar na igreja?. Ou então podem ou não os rapazes usar o cabelo comprido ou brinco, etc.etc. então os comentários seriam mais do que muitos porque, ao que parece, para alguns crentes esses são mesmo os assuntos que mais preocupam a nossa sociedade…
Depois ainda há quem se queixe de termos tão pouca voz no país. Pudera, se tivéssemos iríamos, sobre os problemas que estão sobre a mesa, dizer o quê?
Alguns, provavelmente, estão frustrados porque esperavam que eu, aqui, dissesse o que respondi aos jovens que me questionaram. Seria mais fácil, a partir disso, mostrarem-me o quanto eu estou errado quanto ao que penso. É o problema do ovo de Colombo; depois de se mostrar como se faz não falta quem acha que sabe fazer melhor...
Vá lá, pelos menos ninguém ousou escrever (como já ouvi por aí) que estes assuntos nem deveriam ser abordados. Já não é mau…
Apesar disso, ainda gostaria de saber, com mais pormenor, o que responderão caso estas questões, ou semelhantes, vos sejam colocadas.
Seja como for estes assuntos foram e continuarão a ser tema de debate entre os jovens da Igreja de Leça da Palmeira.
Brevemente aqui publicaremos um resumo das opiniões manifestadas.
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Deus criou o homem e a mulher,criou a instituição casamento para os q n conseguissesm ficar abstenios de relações sexuais.
Deus n criou o homossexual,isso é pecado...Deus ama o pecador e não o pecado.
Resisti ao diabo e ele fugirá de vós assim diz o Senhor.
Aos q tem essa tendência homossexual e conhecem a verdade q é o Senhor Jesus tem q permanecer em oração e ter uma vida consagrada a Deus.
Eu digo para a minha filha q tem 13 anos q ela n deve discriminar,porém manter certa distância pois o inimigo é sujo e pode envolver até mesmo quem n tem essa tendencia.
Afinal os planos do diabo são para destruir os q estão dentro da casa do pai celestial,pois os q já estão fora já fazem sua vontade.
Bianca Laranjeiras